
Na decisiva partida da final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, realizada na Neo Química Arena, Marcelinho, figura conhecida nos bastidores do Parque São Jorge, foi visto em reunião com funcionários envolvidos na operação do evento. Acompanhado por Márcio de Luna, gerente geral, Marcelinho orientou a equipe, detalhando as ações e preparativos da gestão para a cobertura da partida, conforme registrado em vídeo.
Questionado sobre sua atuação contínua no Corinthians, mesmo sem o retorno oficializado pelo clube, Marcelo Mariano reafirmou sua ligação com a instituição: “Sou sócio, conselheiro e torcedor. Sempre que necessitarem da minha opinião, estarei à disposição para auxiliar. Não há mistério, apenas minha paixão pelo Corinthians”, declarou.
A assessoria de imprensa do Corinthians foi contatada, mas optou por não se pronunciar sobre o assunto. Caso o clube decida emitir um comunicado, esta matéria será atualizada.
Em 24 de março, a Gazeta Esportiva já havia noticiado que Marcelo Mariano permanecia ativo e presente no cotidiano da diretoria liderada por Augusto Melo. Ele tem participado ativamente de discussões em grupos de WhatsApp dos departamentos da diretoria, frequentado a Neo Química Arena com credenciamento liberado pela gestão, circulado em áreas restritas e comparecido ao prédio administrativo do clube, dentro do Parque São Jorge. Além disso, tem acompanhado a cúpula corintiana em eventos, inclusive fora da Neo Química Arena.
A situação de Marcelo Mariano se tornou delicada após a divulgação de sua participação em reuniões com representantes da VaideBet, que, em depoimentos à Polícia, negaram conhecer Alex Fernando André, também conhecido como Alex Cassundé, como intermediário no acordo com o clube.
Em 10 de janeiro, a Gazeta Esportiva publicou uma entrevista exclusiva com Toninho Duettos, sócio do cantor Gusttavo Lima, que reivindicou a autoria da intermediação entre a VaideBet e o Corinthians, com a participação de Marcelinho. Seis dias após a publicação da reportagem, o Corinthians anunciou o afastamento de Marcelo Mariano do cargo. A decisão foi motivada pela pressão de aliados de Augusto Melo, que enfrentaria uma reunião no Conselho Deliberativo em 20 de janeiro, com a possibilidade de votação sobre sua destituição.
Na véspera da reunião no CD, Augusto Melo comentou o afastamento de Marcelo Mariano durante uma entrevista na Neo Química Arena: “Quando surgiu o caso VaideBet, o primeiro a ser citado foi o Sérgio (Moura, ex-superintendente de marketing). Ele nos procurou e pediu para sair para se defender e processar algumas pessoas. Foi o que aconteceu. Marcelinho não havia sido mencionado até então. Ele participou da negociação, assim como o jurídico, o compliance, o marketing e o financeiro… Agora que o citaram, ele pediu para sair”, explicou Augusto Melo em 19 de janeiro.