Em um cenário social onde a intolerância e o preconceito encontram espaço nas redes sociais, a exibição do beijo entre Gigi, interpretado por Rodrigo Fagundes, e Bernardo, vivido por Bruno Fagundes, na novela ‘Volta Por Cima’, representa um marco significativo. Essa cena, exibida recentemente, serve como um lembrete de que a teledramaturgia, mesmo em sua forma mais escapista, deve refletir a complexidade e a diversidade da sociedade contemporânea. ‘Volta Por Cima’ demonstra como uma narrativa bem construída pode subverter expectativas e promover a inclusão.
A trama de ‘Volta Por Cima’ destaca-se pela sua habilidade em apresentar personagens carismáticos e envolventes, tecendo uma história que cativa o espectador. A autora, Claudia Souto, emprega uma estratégia inteligente, utilizando elementos familiares ao público para introduzir temas relevantes e contemporâneos. Ao construir uma narrativa que inicialmente atrai o público por meio de arquétipos e situações clássicas do folhetim, Claudia Souto gradualmente introduz camadas mais profundas e complexas em seus personagens. Essa abordagem permite que a diversidade seja explorada de forma natural e orgânica, evitando o didatismo e a artificialidade.
O romance entre Gigi e Bernardo é um exemplo claro da habilidade de Claudia Souto em abordar temas delicados com sensibilidade e profundidade. Ao criar uma história de amor autêntica e identificável, a autora conquistou a simpatia do público e demonstrou que é possível abordar temas LGBTQIA+ de forma inclusiva e respeitosa.
‘Volta Por Cima’ prova que é possível inovar na narrativa de uma novela sem alienar o público mais conservador. A chave para o sucesso está em construir uma história bem desenvolvida, com personagens cativantes e temas relevantes que ressoem com o espectador. Essa novela é um exemplo de como a teledramaturgia pode ser uma ferramenta poderosa para promover a inclusão e o diálogo na sociedade.




