O atleta Kaique Cerveny, noivo de Juliette, contraiu hepatite A. A notícia detalha os sintomas, formas de prevenção (como a vacinação disponível no SUS) e a importância do saneamento básico e higiene para evitar a doença. A hepatite A é uma inflamação do fígado causada por um vírus, comum em áreas com saneamento precário, mas prevenível com a vacina.

O atleta e influenciador Kaique Cerveny, de 27 anos, noivo da cantora Juliette, 35, foi diagnosticado com hepatite A, uma condição que o levou a buscar atendimento médico e, posteriormente, à internação. Cerveny revelou ter tomado a vacina apenas contra hepatite B, o que o deixou vulnerável à hepatite A. ‘Não me senti nada bem. Comecei a sentir uma dor abdominal mais forte e a gente suspeitava de dengue até então. Quando fui para o hospital, fizeram uns exames e as enzimas do fígado estavam muito alteradas. Os médicos sinalizaram que eu ia precisar ser internado, pois era um caso um pouco grave’, compartilhou Cerveny em entrevista.
A hepatite A, conforme explica a hepatologista Lilian Curvelo do Hospital Israelita Albert Einstein, é uma inflamação aguda do fígado causada por um vírus comum, especialmente em regiões com saneamento básico precário. ‘Países desenvolvidos, geralmente, não têm hepatite A’, ressalta Curvelo, sublinhando a importância do saneamento na disseminação da doença. A transmissão ocorre, predominantemente, através de fezes contaminadas, comumente por meio de mãos mal lavadas e alimentos não higienizados adequadamente. A incidência da hepatite A tende a aumentar durante o verão, período em que surtos são mais frequentes no Brasil. Além disso, a prática do sexo anal também pode elevar o risco de contágio.
Embora comum na infância, a hepatite A pode afetar indivíduos de qualquer idade. Ao contrário das hepatites B e C, a hepatite A não causa inflamação crônica do fígado e, na maioria dos casos, tem cura. ‘Não existe tratamento específico, apenas repouso, alimentação adequada e hidratação’, orienta Lilian Curvelo. Medicamentos são geralmente desaconselhados, pois podem agravar a inflamação hepática. Contudo, adultos, idosos e indivíduos imunossuprimidos podem desenvolver formas mais graves da doença, como a hepatite fulminante, exigindo acompanhamento médico rigoroso.
A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos, é um sintoma clássico da hepatite A. Outros sintomas incluem mal-estar, dor abdominal, náuseas, vômitos, febre e fadiga. Esses sinais podem levar de 15 a 50 dias para se manifestarem após o contato com o vírus. No entanto, alguns indivíduos permanecem assintomáticos, descobrindo a infecção apenas através de exames de sorologia. O diagnóstico é confirmado através da análise das enzimas hepáticas em exames de sangue, complementado, em alguns casos, por ultrassom abdominal.
A principal forma de prevenção contra a hepatite A é a vacinação, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de 15 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, e para pessoas com condições específicas como hepatopatias crônicas, coagulopatias e HIV. Lilian Curvelo recomenda que adultos não vacinados ou que desconhecem se tiveram hepatite A na infância realizem a sorologia e, se negativa, busquem a vacinação. A vacina oferece proteção de 100% contra o vírus da hepatite A. Além da vacinação, a adoção de hábitos de higiene, como lavar as mãos e higienizar os alimentos, e o uso de preservativos durante a relação sexual, são medidas preventivas eficazes.
Uma vez curado da hepatite A, o indivíduo não corre o risco de contrair novamente o mesmo tipo de vírus. No entanto, a conscientização sobre a doença, a importância da vacinação e a adoção de práticas de higiene são essenciais para proteger a saúde individual e coletiva.
- Vacinação é a melhor forma de se proteger contra a hepatite A.
- Saneamento básico e higiene pessoal são cruciais na prevenção.
- Em caso de suspeita, procure atendimento médico imediato.




