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Créditos: G1
Uma manifestação liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) agitou a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo. Seus apoiadores clamaram por anistia aos indivíduos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, marcados por atos de vandalismo e questionamentos ao resultado das eleições presidenciais.
O evento serviu como palco para Bolsonaro reafirmar sua proeminência na direita brasileira, em um momento crítico, às vésperas de uma possível decisão do STF que pode torná-lo réu sob acusações de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF tem agendada para 25 de março a análise da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e seus aliados. A aceitação da denúncia poderá formalizar o início de um processo judicial contra Bolsonaro.
Paralelamente, o cenário político se movimenta em antecipação às eleições presidenciais de 2026. Diante da inelegibilidade de Bolsonaro e da iminência de uma possível condenação pelo STF, partidos de direita têm intensificado as discussões em busca de um nome que possa unificar a base de apoio em oposição ao atual presidente Lula (PT).
A manifestação contou com a presença de figuras de destaque, incluindo quatro governadores: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo, é frequentemente mencionado como um potencial candidato à Presidência como alternativa a Bolsonaro. Também marcaram presença os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; e Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso, além de diversos senadores e deputados.
Em seu discurso, Bolsonaro incentivou seus seguidores a votarem em candidatos alinhados com suas ideias para a Câmara e o Senado em 2026, estendendo o apoio para além dos membros do PL. “Me deem 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo os destinos do país”, declarou o ex-presidente, sinalizando sua estratégia para influenciar o futuro político do Brasil.




