Uma mulher enfrenta o histórico familiar de diabetes tipo 2, que causou a perda de seu pai e irmã. Após ser diagnosticada com pré-diabetes, ela adota um estilo de vida saudável para controlar a doença e evitar complicações.

Aos 52 anos, Luciana Silva conhece de perto os perigos do diabetes tipo 2 não controlado. Uma história marcada pela perda do pai e da irmã, vítimas das complicações da doença, além de outros familiares afetados. Determinada a evitar o mesmo destino, Luciana sempre se manteve vigilante, mas, recentemente, recebeu o diagnóstico de pré-diabetes, um alerta para redobrar os cuidados.
Diagnosticado há mais de 30 anos, o pai de Luciana, Álvaro, enfrentou a doença em uma época com menos recursos disponíveis para o controle do diabetes. O alcoolismo agravou ainda mais a situação. Após a separação dos pais, Luciana e suas irmãs perderam o contato próximo com Álvaro, desconhecendo seus hábitos alimentares e cuidados com a saúde. Em 1996, Luciana recebeu a notícia da morte do pai, encontrado em sua casa em Guarulhos (SP). A causa: complicações decorrentes do diabetes tipo 2 não controlado, agravadas pelo consumo de álcool.
Após um período morando em um pensionato, onde ganhou peso e apresentou altos níveis de glicose, Luciana decidiu mudar seus hábitos. Reduziu o consumo de açúcar e iniciou a prática de atividades físicas. No entanto, um novo fator surgiu em sua vida: o estresse. Após ser demitida de seu emprego como professora, Luciana realizou exames e recebeu o diagnóstico de pré-diabetes. A médica explicou que, além do histórico familiar, o estresse e uma recente infecção por covid-19 poderiam ter contribuído para o desenvolvimento da condição. Estudos recentes apontam que o vírus pode aumentar o risco de diabetes tipo 2.
Atualmente, Luciana segue um tratamento rigoroso, com medicação diária, alimentação equilibrada e exercícios físicos. Os resultados são positivos, com a doença sob controle. Consciente dos riscos, Luciana mantém o compromisso de cuidar da saúde para o resto da vida.
Paralelamente à jornada de Luciana, sua irmã mais velha, Tânia, também foi diagnosticada com diabetes tipo 2. No entanto, Tânia não aceitou o diagnóstico e negligenciou os cuidados com a saúde. A família acreditava que ela estava se cuidando, mas a verdade era outra. Tânia se isolou, mudou-se para Curitiba e, em janeiro deste ano, foi encontrada morta em seu apartamento, vítima de uma parada cardíaca. A família descobriu que Tânia não tratava o diabetes e mantinha uma alimentação inadequada. Embora não seja possível afirmar que o diabetes tipo 2 não controlado foi a única causa da morte, a doença aumenta significativamente o risco de problemas cardíacos graves.
O diabetes tipo 2 é uma doença complexa, influenciada por fatores genéticos e estilo de vida. O excesso de peso, a má alimentação, o sedentarismo, o estresse e o tabagismo são fatores de risco importantes. As complicações da doença podem afetar diversos órgãos, como rins, coração, vasos sanguíneos, olhos e membros inferiores. O tratamento do pré-diabetes e do diabetes tipo 2 é fundamental para prevenir complicações e garantir uma vida saudável.
Prevenção e Tratamento: Uma Abordagem Abrangente
- Mudança de Hábitos: A adoção de um estilo de vida saudável é crucial para prevenir e controlar o diabetes tipo 2. Isso inclui uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes, prática regular de atividades físicas e controle do estresse.
- Acesso a Medicamentos: O tratamento medicamentoso é fundamental para controlar os níveis de glicose no sangue e prevenir complicações.
- Educação e Conscientização: É importante investir em programas de educação e conscientização sobre o diabetes, para que as pessoas possam adotar hábitos saudáveis desde a infância.
Luciana Silva é um exemplo de superação e determinação. Após enfrentar a perda de familiares e receber o diagnóstico de pré-diabetes, ela decidiu mudar seus hábitos e cuidar da saúde. Sua história serve de inspiração para outras pessoas que lutam contra a doença.




