A recente vitória da seleção brasileira por 2 a 1 sobre a Colômbia, em partida válida pelas Eliminatórias, expôs a persistente dificuldade da equipe em manter um desempenho consistente ao longo do jogo. A partida, disputada no Mané Garrincha, foi marcada por momentos de superioridade intercalados com períodos de vulnerabilidade tática. A irregularidade demonstrada pela seleção sob o comando de Dorival Júnior tem sido um ponto de preocupação. A equipe transita entre momentos de controle absoluto e fases de passividade, um problema evidenciado nas declarações de Bruno Guimarães, um dos líderes do time.
Guimarães relatou que a seleção chegou a dominar a Colômbia, colocando-a “na roda”, mas, em seguida, sofreu um “nó tático”, tudo isso durante o primeiro tempo da partida. “Dorival vai trabalhar mais isso, quando conseguimos jogar colocamos eles na roda, foi um começo animador, estávamos confiantes, com duas ou três chances. Cansei de achar Raphinha e Rodrygo nas entrelinhas. Eles mudaram sistema, não percebemos e levamos um nó tático, para ser sincero. Tentamos resolver no vestiário e podemos fazer muito mais com bola, principalmente na saída. Mas tivemos chance no segundo tempo. Dorival vai certamente trabalhar isso do individual [marcação]”, declarou Bruno Guimarães ao SporTV, ressaltando a necessidade de ajustes.
O início promissor do Brasil contra a Colômbia foi interrompido pela perda de Gerson e pela mudança na marcação do adversário, que passou a adotar perseguições individuais. As orientações de Dorival Júnior à beira do campo não surtiram efeito imediato, e a Colômbia conseguiu empatar a partida. Os ajustes necessários só foram implementados durante o intervalo. Na segunda etapa, o Brasil conseguiu reverter a situação e garantir a vitória. Dorival Júnior reconheceu que a Colômbia, sob a direção de Néstor Lorenzo, apresenta um nível de entrosamento superior, com os jogadores sabendo como reagir em diferentes situações. A seleção brasileira, por outro lado, ainda depende de instruções diretas do treinador.
A comissão técnica brasileira considera que a oscilação é natural em um período de reconstrução, com frequentes mudanças na lista de convocados. A expectativa é que a consistência da equipe aumente com o tempo. O próximo desafio será contra a Argentina, e a seleção espera apresentar um desempenho mais sólido, ciente de que qualquer deslize pode ser decisivo contra os líderes das Eliminatórias.
“Tentamos corrigir dentro do jogo, o que é difícil para passar informação nítida e clara. A informação não chegou, infelizmente, mas no intervalo mudamos, nos posicionamos novamente e tivemos volume suficiente para merecer o resultado”, explicou Dorival Júnior.
- Irregularidade Persistente: A seleção brasileira demonstra oscilação entre bons e maus momentos durante as partidas.
- Declarações de Bruno Guimarães: O jogador admitiu que a equipe dominou a Colômbia, mas também sofreu um “nó tático”.
- Ajustes Táticos: A Colômbia mudou a marcação, dificultando a reação imediata do Brasil, que só conseguiu se ajustar no intervalo.
- Entrosamento: Dorival Júnior reconheceu que a Colômbia tem um entrosamento superior, enquanto o Brasil ainda depende de instruções constantes.
- Expectativas Futuras: A seleção espera apresentar um desempenho mais sólido contra a Argentina, buscando maior consistência.




