Uma colaboração entre o Governo Federal, através da Itaipu Binacional, e o Consórcio Intermunicipal de Saneamento do Paraná (Cispar) está prestes a impulsionar a infraestrutura de coleta seletiva em 50 municípios do estado. A iniciativa, que visa aprimorar a gestão de resíduos sólidos e fortalecer a sustentabilidade ambiental, foi formalizada durante um evento de entrega de equipamentos realizado em Maringá.
O projeto tem como objetivo principal beneficiar cerca de 500 famílias de catadores, proporcionando-lhes melhores condições de trabalho e renda. O deputado Arilson Chiorato destacou a importância da parceria, ressaltando o compromisso do governo Lula em promover ações que impactem positivamente a vida da população paranaense. “O governo Lula mudou a face de atuação da Itaipu, ampliando para todo território paranaense. Trabalhos na área ambiental, social, de infraestrutura, com entidades, com associações de catadores, são contemplados, levando dignidade às pessoas”, afirmou o deputado. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também presente no evento, enfatizou a estreita relação entre a coleta seletiva, o saneamento básico e a saúde pública. Segundo ele, a gestão adequada dos resíduos sólidos é fundamental para prevenir doenças como a dengue e mitigar os impactos das mudanças climáticas. “Cada vez mais, diante dos impactos das mudanças climáticas, temos que cuidar dos resíduos sólidos de forma organizada, organizar as comunidades, gerar renda, fortalecer as famílias, isso tem um peso muito grande”, disse Padilha.
A iniciativa vai além da simples distribuição de equipamentos, como esteiras, empilhadeiras, prensas hidráulicas e caminhões-baú. Ela busca valorizar o trabalho dos catadores, reconhecendo-os como agentes ambientais e oferecendo-lhes melhores condições de trabalho, como uniformes e acesso a serviços bancários. A ação representa um investimento significativo na melhoria da qualidade de vida desses profissionais e na promoção da inclusão social.
Para a Itaipu Binacional, o projeto está alinhado com sua missão de promover o desenvolvimento sustentável da região. A empresa reconhece que o descarte inadequado de resíduos sólidos, especialmente o plástico, representa uma ameaça aos rios e ao reservatório da usina. Ao investir na coleta seletiva e na gestão de resíduos, a Itaipu contribui para a preservação dos recursos hídricos e para a garantia do suprimento de energia elétrica para o Brasil e o Paraguai.
O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, ressaltou o compromisso da empresa com a causa socioambiental, destacando o histórico de parcerias com unidades de valorização de resíduos sólidos (UVRs). “A missão prioritária da Itaipu é produzir energia de qualidade e barata. Só que temos também a missão socioambiental, determinada pelo presidente Lula ainda em seu primeiro mandato, em 2005. Desde então, a Itaipu tem um histórico muito grande nesse trabalho com unidades de valorização de resíduos sólidos, as UVRs, que permitem organizar os catadores e catadoras de forma comunitária, cooperativa, e dar condições materiais para isso”, disse Verri. Ruth Isabel da Silva, presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Mandaguari, expressou sua gratidão pelo apoio da Itaipu e dos demais parceiros, ressaltando a importância do projeto para a valorização dos catadores como seres humanos.
O investimento total na iniciativa é de R$ 123 milhões, sendo R$ 118,6 milhões da Itaipu, R$ 830 mil do Itaipu Parquetec e R$ 3,6 milhões de contrapartida do Cispar. Os recursos foram utilizados na aquisição de equipamentos e materiais, como caminhões-baú, kits de esteiras de triagem, empilhadeiras, prensas, balanças, elevadores de fardos, laptops, sacos de ráfia e uniformes. A solenidade de entrega dos equipamentos contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo; os deputados federais Zeca Dirceu, Lenir de Assis e Ricardo Barros; o prefeito de Maringá, Sílvio Barros; o presidente da Câmara de Vereadores de Maringá, Mário Verri; os deputados estaduais Arilson Chiorato e professor Lemos; e o superintendente estadual do Ministério da Saúde no Paraná, Luiz Armando Erthal.




