Legado de Arlindo Cruz: Viúva Babi Cruz Compartilha Emoções e Memórias

Viúva de Arlindo Cruz compartilha memórias emocionantes sobre o sambista, destacando sua influência em sua vida e a forma como a despedida foi organizada, seguindo os desejos do artista. Cerimônias fúnebres reuniram familiares, amigos e personalidades do samba para homenagear o legado de Arlindo.

Arlindo Cruz

Babi Cruz, esposa de Arlindo Cruz, concedeu uma entrevista emocionante ao Fantástico, da Rede Globo, na qual compartilhou memórias e sentimentos sobre o renomado sambista, falecido recentemente aos 66 anos. A entrevista revelou a profunda conexão entre Babi e Arlindo, desde os primeiros anos de seu relacionamento até os momentos finais. Babi Cruz destacou a influência formativa de Arlindo em sua vida, afirmando: ‘Esse homem ajudou a formar minha personalidade. Sou grata por ter vivido quatro décadas ao lado dele. Ele me ensinou a impor minha personalidade’. Ela enfatizou que o velório foi realizado de acordo com os desejos do sambista, ecoando suas palavras: ‘Se não for pra morrer assim, eu nem venho. Se não for pra ter um gurufim, eu nem morro’. A viúva ressaltou a importância do tempo na vida de Arlindo, afirmando que ele agora celebra o orixá do tempo.

As cerimônias de despedida ocorreram ao longo do fim de semana, marcadas por homenagens e rituais significativos. Após um velório de 16 horas na quadra do Império Serrano, o cortejo fúnebre seguiu para o Cemitério Jardim da Saudade, onde Arlindo Cruz foi sepultado. Diversas personalidades do mundo do samba e da cultura brasileira estiveram presentes para prestar suas últimas homenagens, incluindo Xande de Pilares, Regina Casé, Mumuzinho, Diogo Nogueira e Hélio de la Peña.

Xande de Pilares expressou a universalidade do talento de Arlindo, dizendo que ‘até quem não gosta de samba, quando conheceu Arlindo, passou a gostar’. Diogo Nogueira relembrou o apoio que recebeu de Arlindo no início de sua carreira, afirmando: ‘Ele foi uma pessoa que me abraçou, que me carregou, me levou para as rodas de samba. Eu fiz muitos shows, participei de muitos shows dele. Ele foi uma pessoa muito generosa com o início do meu trabalho, da minha carreira’.

Regina Casé destacou a importância de Arlindo como um dos maiores artistas do Brasil, lamentando a separação que às vezes ocorre entre o samba e o reconhecimento de seus grandes nomes. Mumuzinho compartilhou que Arlindo ‘abriu passagem para muita gente do samba’ e que ele próprio se inspirou na liberdade do sambista em misturar ritmos e estilos.

O velório seguiu o formato de ‘gurufim’, uma tradição dos sambistas mais antigos, e incluiu rituais do candomblé, religião de Arlindo e sua família. Arlindinho, filho do sambista, afirmou que a cerimônia foi realizada exatamente como o pai gostaria, com a presença do povo, cerveja e churrasco. Familiares e amigos se reuniram para cantar clássicos de Arlindo, como ‘O que é o amor’ e ‘O Show Tem Que Continuar’.

Flora Cruz, filha de Arlindo, emocionada, destacou a força da vontade de viver do pai e a dedicação incansável de sua mãe, Babi Cruz. Ela expressou o orgulho que sente da família e o desejo de ser filha de Arlindo novamente em uma próxima vida. Amigos famosos como Zeca Pagodinho, Thiago Martins, Erika Januza e Quitéria Chagas também compareceram para prestar suas condolências. Quitéria Chagas relembrou o carinho de Arlindo, que a chamava de ‘eterna rainha de bateria’, e sua generosidade. A perda de Arlindo Cruz representa um luto para o mundo do samba e da cultura brasileira, deixando um legado musical e um exemplo de generosidade e paixão pela vida.

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