
Créditos: UOL Esporte
Após um período de aproximadamente oito meses distante dos gramados pela seleção holandesa, o atacante Memphis Depay, atualmente defendendo as cores do Corinthians, foi novamente convocado para representar seu país. O jogador, de 31 anos, que atuou durante os 90 minutos da partida contra o Palmeiras, no último domingo, providenciou um voo particular para se juntar à seleção holandesa o mais breve possível, atendendo às expectativas do técnico Ronald Koeman.
Em declarações à imprensa holandesa, Depay expressou seu apreço pelo Campeonato Brasileiro, descrevendo-o como “uma das melhores ligas do mundo”. Sua última participação pela Holanda ocorreu na semifinal da Eurocopa, em julho, após o qual o atacante permaneceu sem clube por dois meses, até sua chegada ao Corinthians. O jogador reiterou que sua decisão de se transferir para o Brasil não foi fácil, mas demonstrou satisfação com o desenvolvimento de sua carreira.
Após uma sequência de atuações consistentes vestindo a camisa do Timão, Memphis recebeu a visita do técnico Ronald Koeman no CT Dr. Joaquim Grava. A conversa entre os dois resultou no retorno do atacante à seleção. Memphis ocupa a posição de segundo maior artilheiro da história da Holanda, com 46 gols marcados em 98 jogos, estando a apenas quatro gols de alcançar o recorde do lendário atacante Robin Van Persie. Com a possibilidade de atingir a marca de 100 jogos pela seleção, Memphis estará à disposição para os próximos compromissos da “Laranja Mecânica”. A Holanda enfrentará a Espanha nos dias 20 e 23 de março, pelas quartas de final da Liga das Nações.
Em entrevista à ESPN, Memphis Depay compartilhou suas impressões sobre o futebol brasileiro: “Acredito que o Campeonato Brasileiro esteja entre as cinco melhores ligas do mundo. É uma competição que se baseia puramente em talento, garra e intensidade física. Após cada partida, percebo uma perda de peso significativa, chegando a três quilos em noventa minutos. As condições são desafiadoras, mas a liga tem um potencial enorme para crescer nos próximos anos. Observamos que muitos talentos estão migrando para a Europa, o que demonstra a qualidade do campeonato. Não foi uma decisão simples. Joguei em grandes clubes ao longo da minha carreira, e o Corinthians me atraiu. É evidente que existe um risco envolvido. O clube não estava em uma boa fase na competição, e você não sabe o que esperar. Você tem um bom pressentimento e ouve o quão grande o clube é. Mas você não sabe como a estrutura funciona, você não conhece a competição. No final, eu dei esse passo.”




