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Créditos: G1
As principais praças financeiras da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira em território positivo, impulsionadas por uma escalada na tensão comercial entre os Estados Unidos e a China. O ex-presidente americano, Donald Trump, elevou a pressão sobre Pequim, estipulando um prazo até as 13h (horário de Brasília) para que o país asiático revertesse sua decisão de impor tarifas de 34% sobre produtos estadunidenses. A ameaça de Trump incluía a aplicação de taxas adicionais de 50% caso a China não cedesse.
Apesar da retórica agressiva, a China não demonstrou sinais de recuo, prometendo retaliar com “contramedidas” caso os EUA prosseguissem com as tarifas adicionais. O ministro de Relações Internacionais chinês, Wang Yi, reiterou que uma guerra comercial não beneficia nenhuma das partes envolvidas.
Analistas ponderam que a China pode até mesmo se beneficiar da situação, caso consiga suprir a demanda comercial deixada pelos Estados Unidos. Em paralelo, Trump declarou que não pretende suspender as tarifas já impostas a mais de 180 países e regiões. A União Europeia, por sua vez, ofereceu um acordo tarifário “zero por zero” para evitar uma guerra comercial, enquanto negociações com o Japão também estão em andamento.
André Roncaglia, diretor-executivo do Brasil no FMI, avalia que as ações de Trump podem abrir caminho para a China expandir seu comércio exterior e consolidar seu poder na Ásia. A revista britânica “The Economist” ilustrou a situação com uma capa que ironiza o slogan de Trump, “Make America Great Again”, substituindo-o por “Make China Great Again”. O editorial da revista destaca como os americanos podem estar, inadvertidamente, fortalecendo a China, oferecendo-lhe uma “bela grande oportunidade”. No entanto, ressalta que as exportações ainda representam uma parcela significativa do PIB chinês, tornando o país vulnerável às políticas comerciais de Washington.



