Paraná em alerta: Dengue avança com mais de 1.500 novos casos e quatro óbitos confirmados

O Paraná enfrenta um aumento preocupante nos casos de dengue, com mais de 1.500 novas ocorrências e quatro óbitos confirmados. A Secretaria de Saúde alerta para a disseminação da doença em diversos municípios e reforça a importância da prevenção e do combate ao mosquito Aedes aegypti. Além da dengue, o estado também registra casos de Chikungunya, Zika e febre Oropouche, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.

Casos de dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou, nesta terça-feira (08), um relatório epidemiológico alarmante sobre a situação da dengue no estado. O informe semanal revelou um acréscimo de 1.535 novos casos da doença e a confirmação de quatro óbitos, elevando as preocupações das autoridades sanitárias e da população. Os dados acumulados para o ano epidemiológico de 2025 indicam um total de 247.134 notificações, com 84.384 diagnósticos confirmados de dengue. O número de mortes em decorrência da doença atingiu 101, um indicativo da gravidade da situação enfrentada pelo estado.

A abrangência da dengue no Paraná é extensa, com 398 municípios reportando notificações da doença. Destes, 379 já registram casos confirmados, demonstrando a disseminação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti em praticamente todo o território paranaense. Os recentes óbitos ocorreram em um período compreendido entre março e junho, vitimando uma mulher e três homens, com idades variando entre 23 e 50 anos. Um aspecto preocupante é que três das vítimas não apresentavam comorbidades preexistentes, ressaltando a vulnerabilidade de indivíduos saudáveis à dengue. Os pacientes residiam em diferentes regiões do estado, incluindo Palmital, Cafelândia, Cascavel e Santo Inácio.

As regionais de saúde que concentram o maior número de casos confirmados neste período epidemiológico são Londrina (17ª RS), com 20.402 casos; Paranavaí (14ª RS), com 12.378 casos; Maringá (15ª RS), com 10.572 casos; Jacarezinho (19ª RS), com 6.788 casos; e Umuarama (12ª RS), com 5.127 casos. Esses dados evidenciam a necessidade de intensificação das medidas de controle e prevenção em áreas de maior incidência.

Além da dengue, o informe epidemiológico da Sesa também aborda outras arboviroses, como Chikungunya e Zika, que compartilham o mesmo vetor de transmissão. Foram confirmados 5.071 casos de Chikungunya, com um total de 10.079 notificações. A doença resultou em mais dois óbitos, elevando o total para cinco no ano. Quanto ao vírus Zika, foram registradas 125 notificações, sem casos confirmados até o momento. O boletim também traz informações sobre a febre Oropouche, com registros nos municípios de Adrianópolis (138 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além de um caso importado em Arapongas. A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, popularmente conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.

Diante desse cenário, a Sesa reforça a importância da conscientização e da adoção de medidas preventivas para o combate ao Aedes aegypti e a outras arboviroses. A eliminação de focos de água parada, o uso de repelentes e a busca por atendimento médico em caso de sintomas são ações fundamentais para proteger a saúde da população.

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