Donald Trump ameaça revogar a cidadania de opositores, ecoando táticas de Daniel Ortega. A medida, carente de base legal, visa desviar a atenção de controvérsias. A atriz Rosie O’Donnell reage com sarcasmo.

Créditos : G1
Em um movimento que evoca regimes autoritários, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, volta a gerar controvérsia ao insinuar a possibilidade de revogar a cidadania de seus críticos, a exemplo do que tem sido praticado pelo ditador nicaraguense Daniel Ortega. A atitude de Trump remete à polêmica ação de Ortega, que tem despojado opositores políticos de sua nacionalidade, criando um clima de instabilidade e repressão.
Apesar das similaridades superficiais, a Constituição dos EUA impõe limites significativos a Trump, diferentemente de Ortega, que consolidou poder através de reformas constitucionais questionáveis. A 14ª Emenda constitucional americana protege o direito à cidadania de indivíduos nascidos no país, impedindo a cassação arbitrária. A Suprema Corte já se manifestou contra a desnaturalização, considerando-a incompatível com os princípios democráticos.
Rosie O’Donnell, atriz e comediante, tornou-se um dos alvos recentes das ameaças de Trump. Conhecida por suas críticas contundentes ao ex-presidente durante sua participação no talk show “The View”, O’Donnell já havia se mudado para a Irlanda, país de origem de seu pai, após a posse de Trump. A relação tensa entre os dois é notória, marcada por insultos e ataques verbais.
Em resposta à ameaça de Trump, O’Donnell adotou um tom sarcástico, desafiando-o a prosseguir com a medida. A referência ao “rei Joffrey com um bronzeado artificial cor de tangerina” alude a um personagem vilanesco da série “Game of Thrones”, intensificando a crítica à postura de Trump.
A estratégia de Trump de evocar a revogação da cidadania como ferramenta política não é inédita. Anteriormente, ele já havia direcionado ataques semelhantes ao bilionário Elon Musk, nascido na África do Sul e naturalizado americano, e a Zohan Mamdani, candidato democrata à prefeitura de Nova York, falsamente rotulado como imigrante ilegal.
Apesar do impacto midiático, as ameaças de Trump carecem de respaldo legal. Analistas apontam que a retórica do ex-presidente serve como cortina de fumaça para desviar a atenção de questões críticas, como as controvérsias em torno de políticas tarifárias e as críticas à resposta federal às enchentes no Texas.
Em resumo: As investidas de Trump, ecoando táticas de regimes autoritários, reacendem o debate sobre os limites do poder presidencial e a importância da proteção dos direitos civis em uma democracia.
- Ameaças de revogação de cidadania como estratégia política.
- Paralelos com o regime de Daniel Ortega na Nicarágua.
- Reação da atriz Rosie O’Donnell.
- Implicações legais e constitucionais das ações de Trump.




